Eficiência de olho no meio ambiente

Havia um longo caminho pela frente quando os administradores da Bonneville, da região de Santo Amaro (Zona Sul da cidade de São Paulo), decidiram reestruturar e modernizar sua oficina. Criada em janeiro de 2009, a Bonneville surgiu no lugar de uma antiga oficina, de mais de vinte anos de história no bairro.

Mas a idade pesava: a parte elétrica estava à beira de um curto-circuito, a estufa ainda não funcionava, os processos de funilaria e pintura eram completamente artesanais, o piso era rústico e o galpão onde fica a oficina precisava de uma reforma. Eram os novos tempos da reparação que se impunham como desafio à frente da reparadora.

Desafio aceito, foram dois anos de muito trabalho, aprendizado e, principalmente, boa gestão, para que a Bonneville emergisse como uma empresa nova, eficiente, bem equipada e muito bem administrada. Esta evolução contou com a ajuda da certificação feita pelo CESVI em parceria com o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), que identificou pontos a serem trabalhados pela empresa, tanto na parte de estrutura quanto de equipamentos e gestão. Hoje, a oficina repara uma média de 110 carros por mês, tem estabilidade e está segura quanto aos caminhos que deve seguir. “Nosso layout foi redesenhado para que consigamos atingir o ápice da nossa capacidade produtiva”, afirma Elvis Nepomuceno, responsável pela gestão corporativa da Bonneville. “Não há nenhum carro dentro da oficina que não esteja passando pelo processo de reparação.”

No ritmo do mercado

Trabalhando há 17 anos no segmento reparador, Elvis é testemunha da expansão do mercado automotivo, com a abertura promovida pelo presidente Collor, e lembra que, na época, as oficinas não estavam prontas para as mudanças rápidas que aconteceram no País. “Os donos de reparadoras não encaravam as oficinas como empresas. Não viam o dono de um carro batido como um cliente. Aí, em meados da década de 1990, chegou o CESVI, com sua expertise com base na Europa, trazendo informações e apontando para necessidades que estavam muito à frente da realidade das oficinas naquele momento. Para se ter uma ideia, tem funileiro que até hoje não gosta de mexer com mesa alinhadora. Muito do nosso sucesso se deve a compartilharmos uma visão de que a oficina precisa ser uma empresa. E de que, por isso, o modelo antigo não poderia mais servir”, explica o administrador.

100% nova

A reestruturação da Bonneville passou por todos os aspectos da oficina. Foi instalada uma rede de ar comprimido que abrange todo o espaço da oficina, a parte elétrica foi refeita, houve um trabalho de padronização de cores. Na parte de pintura, os processos antigos foram substituídos por novas formas de trabalho, como o lixamento a seco e a adoção de um moderno sistema de mix de tintas. Na funilaria, além da atualização dos processos, foram adquiridos equipamentos voltados para a produtividade e a eficiência, como duas mesas alinhadoras. Tudo levando em consideração o que diz o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

“Estamos sempre levando em conta uma preocupação mundial, que é a questão do meio ambiente”, enfatiza Elvis. “Somos cientes das novas leis e tecnologias, e também do que o mercado espera para o futuro em relação a esses fatores.”

Dentro desse foco, a Bonneville ganhou um telhado com telhas translúcidas, que permitem que o galpão da oficina se mantenha em pleno funcionamento sem nenhuma lâmpada acesa (pelo menos, em dias claros). O piso anterior, que era rústico, foi substituído por um de granilite, mais ecológico. E a oficina ainda ganhou uma cisterna, para recolher a água da chuva. Esta água é utilizada na lavagem da oficina e até dos veículos, reduzindo o consumo de água.

Acompanhamento do reparo

Toda esta evolução da Bonneville tem um alvo maior, que é o cliente. Sendo assim, a empresa não poderia deixar de lado os avanços na parte de atendimento. O principal diz respeito à informação para o cliente.

Todos os dados de cada reparo ficam registrados no sistema, para que o pessoal do atendimento possa dar respostas rápidas sempre que houver um questionamento do cliente sobre o andamento do reparo do seu carro. Este acompanhamento ficará ainda mais direto com a disponibilidade das informações no site da Bonneville (a previsão de implementação desse recurso era de dez dias, quando do fechamento desta edição). Câmeras foram instaladas no galpão da oficina, para o registro de cada etapa dos reparos.

Expansão… por enquanto, não

Por estar já consolidada como uma oficina eficiente e bem estruturada, seria normal que a Bonneville estivesse pensando em expandir seus negócios, talvez com a abertura de uma filial ou a ampliação de seu espaço físico. Mas, por enquanto, a direção da oficina não pensa nessa alternativa. Por uma questão de mercado. “O grande empecilho para aumentar a estrutura é a carência de mão de obra que existe hoje no mercado”, conclui Elvis. “Seria um sonho, atingir essa expansão, mas não encontro lá fora gente que esteja no nível que exigimos para a nossa equipe. Queremos que os bons profissionais procurem a nossa oficina, pelo reconhecimento das boas condições que oferecemos e do desempenho que atingimos, em vez de termos que procurar esses técnicos. Só assim, teríamos boas condições para uma expansão no futuro.”

O meio ambiente agradece

O compromisso da Bonneville com processos que ajudem a preservar o meio ambiente passa ainda pelos parceiros eleitos pela direção da oficina. Os principais são três:
- Ecopalace: centro de captação, separação e destinação de resíduos e sucatas, voltado para o segmento de reparação automotiva; a empresa faz a retirada dos resíduos sólidos da Bonneville.

- Servicekleen: especializada em proporcionar soluções ecologicamente corretas para a lavagem e o desengraxe de peças automotivas; faz a retirada dos resíduos líquidos da Bonneville (água de bateria, solventes, verniz…).

- Inmetra: faz a gestão ambiental e de segurança do trabalho da Bonneville, o que inclui palestras para os empregados sobre a importância do uso de EPIs, reuso da água e outros processos; também emite certificado de grau de risco para o meio ambiente e para a segurança do trabalhador.

Para saber mais sobre essas empresas, acesse: www.ecopalace.com.br / www.safetykleeneurope.com/index2.php?len=br / www.inmetra.com.br

Combinação de forças
A visão sobre a necessidade de evolução da oficina foi partilhada entre Elvis Nepomuceno e os dois sócios da Bonneville: Silvio Agustinho Dias da Silva e Marcos Fernando da Silva. O know-how de gestão de Elvis foi somado à experiência de 30 anos de Silvio no mercado reparador e ao conhecimento de Marcos em relação ao mercado segurador e aos tempos de reparação de cada peça. Essa combinação de experiências e habilidades foi a principal responsável pela evolução conquistada pela oficina.

Mas, para que ela se tornasse realidade, era imprescindível que toda a equipe estivesse comprometida com as mudanças. “Todo mês, fazemos uma reunião com a equipe inteira”, revela Elvis. “Todos têm de entender esta oficina como sua segunda família, e que faremos o que estiver ao nosso alcance pelos nossos empregados. Por exemplo, quando há um feriado de terça ou quinta-feira, passamos metas de quantos carros deverão ficar prontos, para que a equipe possa emendar o feriado no final de semana. É uma forma de motivar o pessoal, que pode programar sua viagem ou o seu descanso, sem ter de voltar ao batente bem no meio da folga.”

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